Porquê as pessoas são tao ruins com quem deveriam ser as melhores? (E como começar a mudar hoje!)

Tempo de leitura: 6 minutos

Já se perguntou porque somos assim?

O filme Na Natureza Selvagem fala sobre a história do jovem Chris McCandless que largou tudo e foi para uma viagem até o alaska sem ter nenhum tostão no bolso.

Uma das cenas que mais me chama a atenção sempre que vejo esse filme (já vi muitas vezes) é uma cena onde durante uma conversa calorosa com um amigo recente em uma mesa de bar, ele desabafa:

“Sabe o que eu não consigo entender? Não entendo porque todas as pessoas são tão ruins umas como as outras com tanta frequência. Não faz sentido pra mim.”

É difícil saber se Chris realmente disse isso (devido a pouca informação que se tem do período narrado no filme), mas a julgar pelos seus escritores favoritos, é bem possível que ele tenha dito isso.

Recentemente, eu me perguntei isso e o trecho desse diálogo veio à minha mente.

Por que cargas d’água as pessoas não podem ser simplesmente boas com o seu próximo?

É realmente tão difícil assim ?

Continue lendo esse texto para descobrir as respostas dessas perguntas e como você pode se tornar uma pessoa mais ciente de si e das suas emoções.

 

A grande dúvida.


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Minha pergunta não é para palestinos e israelenses nem pessoas com severos distúrbios psicológicos ou com histórico de violência familiar nem que tenha passado por uma infância trágica.

Oras, pelo simples motivo de que é impossível nos colocarmos em seu lugar, é algo além da compreensão.

Falo de pessoas comuns, de famílias estruturadas, com educação, muitos dos quais frequentam igrejas ou simpatizam com princípios universais do amor e da gentileza.

Por que vocês são rudes, desonestos, falsos, ingratos, invejosos, mesquinhos, arrogantes, egocêntricos?

Certamente, você não é tudo isso, mas existem grandes chances que você se encaixa em algum grupo em algum momento.

O Fato é que nunca somos tão bons quanto achamos que somos.

Mas a pergunta é:

Porque nos deixamos dominar por sentimentos que machucam os outros, mas sobretudo machucam a nós mesmos de forma muito pior?

Temos alguns dados para você

Não nascemos assim. Aprendemos a ser.


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Não posso crer que é da natureza do homem machucar o outro, que nascemos corrompidos.

A grande verdade, está mais para o contrário.

Pesquisadores de Yale ao estudar bebês que ainda não falam descobriram que seu instinto básico os tornam mais propensos às intenções amigáveis do que maliciosas.

Você pode ler o artigo aqui (em inglês).

A escritora Mariane Williamson diz de outra maneira:

Nascemos com o amor e conhecemos o medo aqui. Sem dúvida, o medo não é a única coisa ruim que aprendemos aqui.

Descobri que os três primeiros anos de um bebê são cruciais para o desenvolvimento do seu cérebro. Quase tudo exerce algum impacto em sua personalidade, incluindo qualidades como empatia, sociabilidade e autoconfiança.

Mas o aprendizado e a formação do caráter segue a todo vapor até o final da adolescência. A partir daí, torna-se mais difícil mudar certos hábitos e impulsos, mas não é impossível.

Fez sentido para você? Continue lendo.

 

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O Conhecimento faz de você uma pessoa melhor: Mito ou verdade?


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No filme, Chris culpa a sociedade como a fonte do maldade das pessoas.

A sua opinião é fortemente influenciada por traumas com seus pais combinada a leitura transcendentalista. Apesar desse pensamento radical, não podemos ignorar que o mundo moderno trouxe realmente muita coisa negativa:

  • O capitalismo aguçou a inveja, a cobiça, a ganância, o egoísmo.
  • O mercado de trabalho apesar de toda conversa de trabalho de equipe, ainda é muito individualista.

Por outro lado, o convívio em sociedade trouxe também muita coisa positiva, em suma proveniente da troca de conhecimento, experiências e bens.

O problema é que tamanha liberdade nos deu a sensação de que podemos tudo, de que não há mais limite para nada.

Isso e realmente verdade? Cabe a você decidir:

  • Ao conduzir um negócio, escolhe-se o jeito certo ou o jeito errado — da sonegação, da exploração de mão-de-obra, de “esgoelar” o fornecedor?;
  • Em uma amizade, escolhe-se ser você mesmo ou o personagem perfeito que você criou?;
  • Escolhe-se ajudar ou apenas ser ajudado?;
  • Diante de uma situação desagradável, escolhe-se dar vazão ao impulso de fúria e gritar com o primeiro que aparecer ou usa-se a inteligência para ficar calado, respirar fundo e dar um tempo, voltando a conversar somente com a cabeça mais fria?

Aí você pode pensar “mas eu não tenho sangue de barata”.

Então, talvez você tenha sangue de urso, mantendo todos à distância com o seu rugido; ou quem sabe sangue de tatu, vivendo escondido de todos e com a falsa sensação de segurança da sua carapaça.

Não somos animais.

Aliás, os animais têm muito mais ética e coerência nas atitudes do que nós humanos.

Somos os únicos seres vivos capazes de ponderar sobre uma decisão e desistir do inapropriado, os únicos capazes de refletir sobre erros cometidos e suas consequências.

Concluindo, somos os únicos capazes de mudar para melhorar.

É difícil achar uma única razão pelo qual somos ruins uns com os outros, mas eu acredito que falta de conhecimento e inteligência emocional tem um grande papel nisso.

Buda defendia que a “ignorância é o verdadeiro mal”. Não é à toa que monges dediquem suas vidas à busca do conhecimento.

O conhecimento leva à iluminação não apenas cultural ou social, mas emocional.

Mas de qual conhecimento estamos falando?

O tipo de conhecimento que não se ensina em faculdades nem em empresas, o autoconhecimento. Conhecer a si mesmo eleva nossa inteligência emocional.

Pessoas com alta IE são menos amargas, menos agressivas e mais abertas às opiniões dos outros. Em suma, são pessoas muito melhores de se conviver. (Estou correto Henrique?)

Conclusão: Dá para salvar algo ainda?


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Eu não sei nem mesmo dizer se as pessoas são piores com desconhecidos ou com conhecidos. Pelo que vejo, a disputa é acirrada.

Seja como for, acho menos produtivo tentar descobrir a fonte do mal do que mudar a nossa atitude.

E SIM! Ainda tem salvação.

  • Bora ser mais transparente?
  • Bora parar de virar a cara e dar alguma ajuda a quem precisa?
  • Bora ser mais crítico conosco do que com os outros?
  • Bora dizer mais bom dias, sorrir mais, ser mais prestativo?

A gentileza é mesmo a cura para o mundo, mas para dar certo tem de começar no nosso prédio, na nossa rua, com um bom dia para o porteiro e para pessoas que sequer conhecemos.

E lembre-se:

Happiness is only real when shared.

(A Felicidade só é real, quando ela é compartilhada.)

-Chris McCandless

Não se isole do mundo, perdoe-se e procure ser alguém melhor todos os dias. Compartilhe suas conquistas e colha os frutos.

 

Um abraço!

Alexsandro (Tentando ser alguém melhor para não continuar machucando as pessoas).

 

Sylvio Ribeiro faço de suas palavras, as minhas.